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'Toda arte é política', diz guitarrista Tom Morello, que toca em Porto Alegre e São Paulo neste fim de semana
14/09/2018

Festival traz também John5, guitarrista de Marilyn Manson e Rob Zombie, além de Isa Nielsen e Camarones Orquestra Guitarrística. Shows são gratuitos e ao ar livre, nas duas capitais. Tom Morello apresenta seu show solo em São Paulo e Porto Alegre neste fim de semana, e falou sobre música e política com o G1 Divulgação/Ale Frata Conhecido tanto por sua militância política quanto por seu trabalho como guitarrista de bandas fundamentais do rock da virada do século, Tom Morello estará no Brasil para dois shows no próximo fim de semana. No sábado (15), toca em Porto Alegre, e no domingo (16), em São Paulo, em shows gratuitos do festival Samsung Best of Blues. Confira o serviço abaixo. Morello é formado em Ciências Políticas, e com a banda Rage Against the Machine liderou protestos contra a política e economia norte-americanas nas duas últimas décadas. O grupo está em hiato, mas seu guitarrista segue vigilante sobre o cenário atual. "Estive na Europa, onde há um aumento de políticas anti-imigratórias e racistas", comentou, em entrevista ao G1, na semana passada. "Uma direita popular, neofascista, que é muito perturbadora. Acho que isso tem a ver com a falência da globalização, do neoliberalismo e do enriquecimento de uma minoria, enquanto a classe trabalhadora é deixada para trás. E esse é um campo fértil para demagogos usarem uma retórica racista e ganharem votos", disse. O guitarrista também está atento à campanha presidencial no Brasil, e defendeu a participação do ex-presidente Lula, considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral alguns dias antes da entrevista. "Me parece que é uma crise de democracia. E independentemente de sua visão política, de direita, esquerda ou centro, não poder votar em um cidadão, para mim, parece que não é a direção certa". Na época do julgamento que condenou Lula, o músico expressou seu apoio ao ex-presidente no Twitter. Initial plugin text Seu trabalho artístico e seu posicionamento político estão diretamente ligados, considera o guitarrista nova-iorquino de 54 anos. "Para mim, toda arte é política. As pessoas me perguntam se a música pode mudar o mundo. Bem, a música mudou o meu mundo. Foram artistas como Public Enemy e The Clash que me apresentaram um ponto de vista muito diferente daquele dos meus professores, meus presidentes, ou âncoras de TV", disse. E os fãs brasileiros que acompanharem os shows poderão testemunhar essa visão política nas apresentações do fim de semana, garante Morello. "Na minha carreira, tento ser como um megafone para a justiça social, falar a verdade como eu a vejo, junto com meus riffs de guitarra. E isso estará em evidência quando eu tocar no Brasil, nos próximos dias". Rage Against the Machine é sempre atual Se Tom acha que o cenário político mundial aponta para o atraso e o conservadorismo, não seria a hora do Rage Against the Machine, que liderou protestos contra o neoliberalismo e o governo Bush entre o fim dos anos 1990 e o início dos 2000, retornar aos palcos? "Não há nenhuma notícia sobre isso", esquiva-se o guitarrista. "O bom é que a música sempre existirá", reforça o músico. Para ele, as mensagens de contestação da banda, que chegou a ser presa durante uma manifestação em frente à Bolsa de Valores de Nova York - e transformou a prisão em um clipe [assista abaixo] - permanecem atuais. E será possível ouvir alguma das músicas do RATM nos shows do Brasil? "Você vai ter que ir para descobrir", disse ele ao G1. Tom ainda participou do Audioslave, outra das bandas de rock mais populares da década passada, e integra o Prophets of Rage, com quem esteve para um show em São Paulo, no ano passado, em que convocou os fãs para entrarem de graça na apresentação, devido ao alto preço dos ingressos. Os shows deste fim de semana serão suas primeiras apresentações solo no país. E além disso, serão gratuitas. O guitarrista também se prepara para lançar seu disco solo, "The Atlas Underground", que sai no próximo mês. Para o trabalho, o guitarrista apostou em uma mistura das guitarras barulhentas características de sua trajetória, mas agora com batidas de música eletrônica, o que considera "um passo adiante" na sua carreira. Mesmo assim, algo continua familiar no projeto. "O tema do disco é justiça social e a ideia de que heróis e mártires do passado podem nos informar no presente, e acender uma luz para nos guiar a um futuro mais decente", conclui o músico. John5 retorna a Porto Alegre Além do Rage Against the Machine, quem ligava as rádios de rock nos anos 90 também ouvia bandas como Marilyn Manson e Rob Zombie. A outra atração do Samsung Best of Blues é o guitarrista que tocou nessas bandas: John5, que agora lidera seu próprio grupo, The Creatures. John promete tocar músicas de suas bandas antigas, e também de clássicos como Van Halen, Kiss, Led Zepellin e o próprio Rage Against the Machine, todas em versões instrumentais. "Garanto que ninguém vai se entendiar", adianta o músico, que se apresentará na cidade pela segunda vez, após passar pela capital gaúcha na turnê de Rob Zombie, em 2017. John5 fará um show baseado em versões instrumentais de músicas clássicas de Van Halen e Kiss, além de suas próprias bandas Divulgação Serviço Festival Samsung Best of Blues Tom Morello, John5, Camarones Orquestra Guitarrística, Isa Nielsen e General BoniMores Em Porto Alegre: Dia 15 de setembro, sábado, às 18h, no Anfiteatro Pôr do Sol Em São Paulo: Dia 16 de setembro, domingo, às 18h, no Auditório Ibirapuera Ambos os shows são gratuitos e ao ar livre
Fonte: G1
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